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Esgoto Extremo #11! – WWE e os Britânicos!

Rodrigo “Rato” Péret analisa a decisão da WWE de criar um cinturão exclusivo para o Reino Unido

 

Neste final de semana terá início, na WWE Network, um torneio cujo objetivo será coroar o primeiro WWE United Kingdom Champion. O evento contará com alguns nomes de renome do circuito do wrestling britânico como Pete Dunne, Wolfgang e Tyler Bate, e terá a presença de Nigel McGuinness na mesa de comentarista ao lado de Michael Cole. Mas… Por que subitamente a WWE resolveu realizar este torneio? Para explicar tal situação, é necessário esclarecer um pouco sobre a política expansionista da empresa.

A empresa dos McMahon recentemente tem se demonstrado muito mais “agressiva” em sua estratégia de dominação do cenário do Pro-Wrestling. A iniciativa do NXT agradou ao público que geralmente torcia o nariz para a companhia, em parte devido a ser uma espécie companhia indy financiada e estruturada pela maior companhia de luta-livre do mundo. Grupos rivais como a TNA, Ring of Honor e NJPW viram profissionais de destaque deixar seus plantéis para fazerem parte do que é considerado apenas um “território de desenvolvimento”. Claro, tal movimento de não é novidade, visto que inúmeros talentos passaram por essas empresas antes de irem para a WWE, mas soma-se este movimento migratório ao recente interesse da WWE em exibir shows de empresas menores como CZW, Evolve e até mesmo da citada Ring of Honor em sua Network e concluimos que a WWE não apenas quer se manter como a número 1 do Pro-Wrestling, mas também se tornar uma espécie de NWA moderna, exercendo domínio e influência em praticamente tudo relacionado ao negócio. Até mesmo a NJPW teria sido alvo da WWE, com por Takaaki kidani, presidente da Bushiroad (atual dona majoritária da New Japan Pro Wrestling) comentando sobre uma possível venda da empresa japonesa para a gigante norte-americana.

Vince sonha transformar a WWE no monopólio do Pro-Wrestling

É de conhecimento público que Vince McMahon sempre tentou transformar o Pro-Wrestling em um monopólio nos Estados Unidos, mas agora parece que sua empresa está tentando se tornar um monopólio mundial. E isso inclui, obviamente, o Reino Unido. A região passa por um chamado período de “renascença” no Pro-Wrestling, com o crescimento de interesse do público somado ao surgimento de novos talentos e companhias independentes que caíram nas graças do povo. Tal renascimento tornou possível a volta do programa World of Sport, antigo programa de esportes que transmitia Pro-Wrestling nas televisões britânicas. O World of Sport pertence a um dos principais canais da região, a ITV, o que assustou a WWE, que resolveu agir rápido e desenvolver um cinturão exclusivo para os britânicos.

O primeiro episódio do World of Sport Wrestling foi transmitido no dia 31 de dezembro de 2016. O main event entre Grado e Dan Mastiff valia o World of Sports Championship.

Não há maiores informações sobre o que o acontecerá com o cinturão do Reino Unido após este torneio, simplesmente porque talvez a WWE ainda não saiba exatamente o que fazer para contornar a situação. Criar um show exclusivo para talentos britânicos seria uma opção, mas será que valeria o custo? Será que o cinturão do Reino Unido se tornará o novo European Championship, que raramente era defendido? E será que a WWE adotará estratégia semelhante com outros países, como o Japão? A ITV tem adotado uma estratégia interessante contra a ofensiva da empresa americana, tendo contratado nomes de interesse como Grado e Dan Mastiff antecipadamente. Vince McMahon não é conhecido como ser uma pessoa que gosta de dividir brinquedos, e ver o surgimento de uma nova concorrência internacional provavelmente deve estar deixando-o furioso. Mas num sentido geral, o retorno do World of Sport pode vir a ter um papel importantíssimo para o Pro-Wrestling europeu, que luta para recuperar a força que perdeu ao longo de sua história. Iniciar um torneio por um cinturão do Reino Unido pode até ser uma estratégia interessante da WWE, mas resta saber se a empresa saberá o que fazer com o cinturão em seguida.

E vocês, acham que a WWE terá sucesso nessa empreitada no Reino Unido? Ou o título britânico será um fracasso? Deixem suas opiniões nos comentários e até a próxima!

4 Comentários

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  1. Rodrigo, ótimo texto.

    A primeira vista, não gostei da ideia de ter um torneio que não exista o que haverá depois do mesmo. Eu sinto a mesma coisa que sentia quando a WWE criou o CWC ou seja não dizendo que o CWC foi horrível pelo ao contrario foi um super torneio com grandes combates, mas é que a WWE não consegue aproveitar tanto talento, a mesma pensa em só em se expandi e conseguir que não haja mais uma rival.

    voltando ao assunto do torneio, acho que a WWE não sabe o que fazer depois , possivelmente pode existir alguns shows durante os semestre para lembrar do campeão como fosse um evento especial com alguns lutadores do plantel principal e só isso é o que vejo.

    A ideia de ter esse torneio e nada menos do que expandir o seu produto para os britânicos.

    • Obrigado pelo feedback. Como você falou, há certa semelhança na situação do torneio com a divisão de cruiser. Alta chance de a WWE não saber exatamente o que fazer após realizar o torneio, que em si será excelente. Fica a impressão de que a WWE quer fazer algumas coisas mas acaba deixando-as de lado logo depois, ou simplesmente as faz para dizer que pode fazer e assustar a concorrência.

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