Espaço Livre #2 – PPV estranho com gente esquisita

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O Espaço Livre está de volta ao Wrestlemaníacos! Depois de muito, muito tempo passado desde a primeira edição, esse quadro que tem como intuito trazer para o site textos de gente que não escreve com frequência, mas que também quer dar seu pitaco sobre algo está de volta! Quer ver sua publicação aparecendo aqui no Wrestlemaniacos? Manda seu texto pra [email protected] que se a gente gostar o texto vai para o ar! Vamos ver o texto do Igor Cometti, que é membro do blog, mas cuida da área de redes sociais!

“PPV estranho com gente esquisita”

“Olá, para que não me conhece, meu nome é Igor Cometti e faço as coberturas do SmackDown no twitter e volta e meia me aventuro a escrever alguns textos. Ontem estava fazendo a cobertura do Summerslam pelo twitter e depois de rever algumas coisas, pensei em colocar o pensamento no papel. Clique no Leia Mais pra conferir

summerslam 2016

Um PPV de 4 horas de duração, mais um kickoff de 2 horas, com um card extremamente animador. Tudo levava a crer que seria um dos melhores eventos do ano. Mas após o final das 6 horas de espetáculo, a sensação que ficou é a que descrevi na hora da cobertura, no calor do momento: “Imagina você ir a um trailer comer um lanche, faz o pedido e quando a comida chega você percebe que é um lanche do McDonalds? Você come, e na maioria dos casos, acha bom, mas fica a sensação de que algo veio errado”.

Esse foi o exato sentimento que eu, e muitos fãs ao redor do mundo, tivemos com o final do PPV. Na primeira luta da noite (tirando as lutas do kickoff) tudo parecia seguir como um PPV normal. Enzo fez uma excelente promo e ao lado de Big Cass, fizeram uma boa luta contra JeriKO. Uma boa forma de iniciar o PPV: uma boa luta e a crowd animada logo de cara.

Depois as coisas começaram a ficar estranhas… Charlotte e Sasha pelo título logo na segunda luta da noite, pegando várias pessoas de surpresa. Mas não foi a ordem da luta que deixou as coisas estranhas, e sim a quantidade de botchs na mesma, não sei até agora o que foi botch e o que realmente estava programado, mas depois que a Charlotte largou a Sasha, em um golpe da top-rope, tudo pareceu estranhamente bizarro no decorrer da luta, culminando com a vitória de Charlotte para surpresa de todos. Mas surpresas acontecem em PPVs, ainda mais com a Sasha saindo de férias.

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Seguindo com o show, parecia que a WWE tinha acertado a ordem do card. Miz vs Apollo em uma luta normal, como esperado, seguido da melhor luta da noite entre Cena e AJ, e uma das melhores do ano, como também era esperado. Abrindo uma pequena consideração aqui ao simbolismo em cima do Cena no final da luta. Mesmo ele ainda sendo o cara da empresa, a ideia de que finalmente a WWE não precisa mais dele para segurar os ratings é reconfortante, mesmo para uma pessoa, como eu, que sempre foi fã do líder da Cenation.

Cena bandana

Depois da luta que as coisas viraram a esquina da loucura graças a um card montado de forma estranha e um crowd, no mínimo questionável. New Day vs Gallows e Anderson seguiu de forma normal, mas ao colocarem Ambrose vs Ziggler pelo WWE Title, no meio do card, após uma sequencia de duas lutas importantes, basicamente sepultaram a luta de ambos. Não foi uma ótima luta, mas também não foi uma luta horrenda, mas o papel da crowd de abandonar a luta deixou quem assistia ao show com a sensação de que tudo não passava de uma luta qualquer em um show semanal qualquer. Uma storyline trabalhada de forma muito boa, a volta de Ziggler, merecida, a uma luta pelo principal title da empresa, virou simplesmente uma luta aleatória em um card recheado e com a crowd quase dormindo. Lastimável, para não dizer algo pior.

Seguindo tivemos Carmella, Naomi e Becky Lynch vs Alexa, Natalya e… Nikki Bella. A WWE achou que seria legal fazer um mistério colocando a theme da Eva Marie, como se todos não soubessem que ela estava suspensa, para depois colocarem a Nikki Bella para fazer o return, se fosse só isso tudo bem, mas a Nikki Bella fazer o pin para vencer a luta é aquela sensação ridícula de que mesmo em uma brand com Becky, Alexa, Carmella e demais, ter a Nikki como principal personagem é extramente desanimador. Isso sem contar que a luta em si acabou enterrando de vez a crowd, o que serviu para fazer com que a mesma quebrasse todo o clima da luta seguinte.

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Rollins vs Balor pelo novo título da empresa não ser o Main Event foi algo que revoltou bastante os fãs, que já estavam saturados de uma montagem péssima da ordem das lutas. Aliado ao fato do visual do novo título ser algo parecido com os que você cria no WWE2k16 e ser idêntico ao título da Women’s Division contribuíram para a crowd perder todo o hype que restava para o fim do show. (claro na hora eu achei interessante na hora o title, mas com o mundo inteiro criticando, acho que preciso rever um pouco maus conceitos). Balor e Rollins fizeram uma luta boa, mas a sensação de que poderiam ter feito muito mais ficou estampada e com uma luta seguindo de forma lenta ao som de “this belt sucks” jogou todo o que restava de ansiedade para o lixo e nem parecia que Balor era coroado o primeiro Universal Champion em seu primeiro PPV no roster principal. De quebra Balor se lesionou e só resta à torcida para que não tenha sido algo muito sério a ponto de afasta-lo dos ringues.

Universal Championship

Crowd morta, hype não existente e Rusev vs Roman pelo US Title. Que coisa medonha a WWE conseguiu fazer. Eu sinceramente passei a ter pena do Roman, nem com ele indo para o mid-card as coisas para ele conseguem fluir bem. Jogar sua luta pra o co-main event de uma card montado totalmente errado só fez os fãs tocarem o foda-se para ele e não perceberam que, provavelmente, todo o seguimento serviu como um teste para o Roman ter um papel mais heel, mas pouca gente, de fato percebeu, já que estavam mais preocupados em continuar vaiando o belt apresentado anteriormente.

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Indo para o main event que não valia nada, luta puramente comercial, com a crowd morta e já revoltada. Lesnar e Orton teriam muito trabalho em conseguir mudar a atmosfera da arena e quando finalmente conseguem trazer o publico de volta para luta, Lesnar resolver ser o Lesnar e estragar o final do PPV. Lesnar conseguiu novamente, abriu a cabeça do Orton que sangrou, mas sangrou muito. Ninguém entendia nada enquanto Heyman fazia cara de surpreso, os médicos tentavam atender Orton com urgência e Lesnar parecia mais puto do que nunca, a ponto dos juízes aparentarem medo em tirar o mesmo de cima do Orton que parecia pior a cada segundo e não parava de sangrar. Shane apareceu e até tentou salvar o final do PPV levando um F5 para tentar improvisar um final, no mínimo, plausível. Mas a confusão já estava feita. TKO no meio da luta, Orton com cara de quem acabou de sofrer uma concussão e prestes a levar 10 pontos, final improvisado e confuso e tudo isso graças a irresponsabilidade de Lesnar. Que mês para o The Beast. Pego em dois exames antidoping e não suspenso pela WWE, cirando um pequeno desconforto nos bastidores, se exaltando e lesionando um dos principais astros da empresa e destruindo o final de um PPV já estranho. Nada bom para quem já tem a fama de extrapolar nos combates.

Ao todo não posso dizer que foi um PPV ruim, lutas boas, uma luta espetacular, mas extremamente mal montado e com um final improvisado graças a uma pessoa, além de uma crowd que contribuiu para a sensação de que algo estava errado, o que gerou críticas do próprio Rollins. Novamente a WWE deixou a desejar em um PPV, mas dessa fez de forma diferente. Nada que não tenha acontecido em várias ocasiões diferentes e nada que faça os fãs deixarem de ver aos shows. No fim da noite, foi só mais um dia normal no escritório para a WWE, um show estranho e com gente esquisita.”

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