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Espelho de Circo – Caso Moolah e o protesto #TimesUp

Espelho de Circo

ADVINHA QUEM VOLTOU?! Pois é meu povo, eu estou de volta com minhas belas crônicas e, desta vez, vou falar no elefante na sala: O Womens Battle Royal da Wrestlemania e o envolvimento do nome de Fabulous Moolah. Então, se quiserem saber o que eu penso sobre todo esse caso e como esta “treta” pode ser algo maior do que a WWE possa lidar, continuem lendo.


Ah Wrestlemania…. uma época que deveria ser épica, mas que sempre leva alguma polêmica e, no caso desse ano, temos a polêmica com uma das pioneiras da WWE: Fabulous Moolah. Vou ser bem honesta: eu não gosto da Moolah, nunca gostei de todo o hype que a Moolah tinha, mas consigo entender o que ela fez parte da história e tem seus méritos. 

Para quem está perdido (ou nasceu ano passado), Moolah é o nome mais envolvido atualmente em polêmicas, pois está sendo fortemente acusada de prostituição, venda e tráfico de mulheres, negligências e afins. Isso, por si só já é muito grave. O fato da WWE utilizar o nome da mesma como uma representação do que é o wrestling feminino só me mostra que a WWE nunca realmente ligou para o que o wrestling feminino realmente é e representa: uma quebra de padrões. O mundo da luta livre em si é um mundo tomado por homens e isso é um fato. A luta feminina começou justamente por causa de mundos assim, mundos que são “exclusivamente” femininos e que as mulheres estão justamente lutando pra se colocar e o mundo do PW é um deles.

Este caso só me reforça a imagem de que a luta ainda tem que continuar, o mundo do PW é algo que as mulheres podem SIM controlar e dominar e isso é o que precisamos. A tal “Women’s Revolution” que todos dizem que aconteceu com as Four Horsewomen e tudo mais, nunca realmente foi verdade. Ok, tivemos as nossas cotas de pioneirismos como a Hell in a Cell Match, Falls Count Anywhere, etc etc… Mas já repararam que ainda sim o tratamento não mudou nada? As female wrestlers ainda são as responsáveis por uma boa parte da vendagem de produtos vide AJ Lee, Paige e Alexa Bliss como os exemplos mais recentes, mas mesmo assim são renegadas, deixadas de lado por 5-8 minutos de show e ainda com segmentos enfadonhos e com storylines ridículas – como a de Sasha e Bayley (“eu to com raiva de você por você ter me atacado”) – o que não ajuda em nada a esse mundo ainda afunilado de deixar as female wrestlers se mostrarem.

Estamos em uma época que a internet molda sim opiniões alheias e é justamente isso que nós fãs de Wrestling temos que fazer, usar e abusar das nossas vozes para fazer com que esse mundo mude. No Royal Rumble por exemplo, tivemos uma homenagem escondida para mulheres que realmente fizeram parte da história do PW, ninguém reparou? Olhem uma das minhas musas principais, Lita e reparem no braço dela.

Luna e Chyna, dois dos nomes que REALMENTE marcaram o PW, passaram despercebidos pelos “fãs” e tiveram que ser relembrados por poucos que realmente ligavam e é isso que tem que mudar. No mundo onde mais e mais movimentos anti sexismo, machismo e violência sexual, precisamos usar a nossa voz, precisamos obrigar as mudanças e não deixar que o dinheiro mude por nós. Que a Snickers deixe de patrocinar a Wrestlemania, mas que as mudanças ocorram e que as mulheres sejam melhor aproveitadas e consigam brilhar. O MUNDO É NOSSO! E pros caras que estão lendo este meu texto e são os tais machistas e “estupradores”, só digo uma coisa pra vocês… ou melhor, vou deixar a Lita dizer com a attire dela:

 

Veja também:  Cobertura: SmackDown Live - 06/11/2018

#TIMESUP


Obrigada e até a semana que vem…

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