Histórias dos Bastidores #2 – Rick Martel sobre o assassinato de Dino Bravo

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Na segunda edição do Histórias dos Bastidores, vamos pegar um tema mais tenso. Desta vez teremos o comentário de “The Model” Rick Martel sobre a morte de Dino Bravo, um ex-wrestler da WWE durante as décadas de 70 e 80. Cliquem no mais para lerem o relato.

A postagem original é do site ProWrestlingStories. O Wrestlemaníacos realizou a tradução da postagem para a língua portuguesa.

“Dino meio que se colocou num beco sem saída…

Ele tentou ficar na WWF, mas não conseguiu; Vince não queria ele de volta. Eu me lembro de ter chamado Pat Patterson e sugerido que eu fizesse dupla com Dino – porque eu gostava dele.

Eu disse ‘Eu irei levar os golpes e fazer toda a movimentação e ele pode fazer a ofensiva… Eu sei que podemos fazer isso funcionar, sabe?’ Ele me respondeu ‘Não, não… Nós simplesmente achamos que Dino não combina mais com nossos planos…’

Dino gostava daquele estilo de vida caro… Ele tinha uma Mercedes, uma grande casa, sabe… E subitamente wrestling acabou pra ele. Dino não conseguiria ser um trabalhador… Ele não tinha nenhuma experiência em lugar nenhum. Wrestling era toda a sua vida, tudo o que sabia fazer. E naquela época, a WWF era o único lugar. Se ele não podia estar na WWF, o que ele poderia fazer?

O tio da mulher dele era o chefe da máfia em Montreal. E ele sempre estava dizendo ‘Dino, venha trabalhar para mim…’

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Eu me lembro quando estávamos na Europa e ele comentou comigo sobre isso. ‘Rick… Eu sei que eu posso virar um criminoso e fazer uma grana muito boa… Mas eu não quero seguir essa rota… Eu me conheço e sei que tipo de homem eu sou…’

Dino era o tipo de cara que sempre queria mais e mais. Ele conhecia a si mesmo e conhecia seus demônios. Mas então os débitos surgiram e aquele estilo de vida ficou complicado de se manter…

Eu me lembro que o momento definitivo para ele foi quando ele teve que ir pedir dinheiro emprestado para a própria mãe. Isso era demais para o orgulho dele.

E naquela época, no início dos anos 90, o tráfico [ilegal] de cigarros havia começado no Canadá [Nota: Tráfico de Cigarros é o transporte de cigarros de uma divisão administrativa com baixa taxa de impostos para uma divisão com alta taxa para venda e consumo. A prática é usada com frequência pelo crime organizado e é uma forma de evasão de impostos. No Canadá, até 79% do preço de um maço de cigarro é imposto. Estima-se que a indústria ilegal de cigarros gera $1.5 Bilhões no Canadá]. Muita gente estava fazendo isso. E Dino se envolveu nesse negócio…

Ele foi ver os índios. Os índios tinham o rio, então eles podiam passar cigarros com facilidade – e também armas, mas que seja. E os índios eram grandes fãs de wrestling, sabia? Quando viram o Dino ficaram ‘Caramba!’, e começaram a negociar exclusivamente com ele. Dino tinha um monopólio com os índios.

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Ele estava se dando muito bem.

Após um período, o negócio de cigarros estava indo tão bem que a galera que mexia com cocaína começou a comentar ‘Hey, talvez tenha um pouco de dinheiro para nós ali…’

E aí um grande nome da indústria da cocaína foi ver Dino e disse ‘Escute, deixe-me participar do seu negócio com os cigarros que eu te deixo se envolver com meus negócios com cocaína…’

O que aconteceu foi que rolou algum tipo de acordo… Dino tinha uma carga no valor de 400 mil dólares em algum lugar e ficou com ela lá por uns três dias mais ou menos. E no terceiro dia quando o cara da cocaína chegou para pegar a carga, a polícia apareceu.

Eles começaram a botar a culpa um no outro. Dino dizia ‘Você deveria ter pegado a carga no primeiro dia, assim isso nunca teria acontecido – você não deveria ter esperado tanto…’

Dino passou a ser uma figura mal vista. Isso foi uma semana antes dele morrer.

Era quarta-feira. A esposa dele e a filha foram para uma aula de balé. Ele estava assistindo hockey na TV.

A esposa o encontrou naquele dia.

Ela tinha a menina nos braços – graças a deus a garota estava dormindo, e não viu o pai. Havia sangue em todo o local… até no teto. Era horrível.

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His wife found him that night.

Colocaram 10 balas na cabeça dele.

Não havia sinal de arrombamento… E era o inverno, então você poderia ter visto pegadas na neve fora de casa – mas não havia nenhuma.

Eles tinham alguém… Um infiltrado. Provavelmente foi alguém que estava assistindo hockey com ele e disse ‘Hey, Dino, eu vou ao banheiro…’

Atiraram nele pelas costas.

O detetive nos disse que o controle remoto solto na mão dele… Eles disseram que se tivessem atirado de frente, e Dino tivesse visto o que estava acontecendo, os músculos dele ficariam tensos e ele teria segurado firme o controle remoto.

Então atiraram nele pelas costas. Ele foi surpreendido.”

Dino Bravo iniciou sua carreira na década de 70, e teve passagens por várias empresas afiliadas da NWA e pela WWF. Ele se aposentou do Pro-Wrestling em 1992, após sua última luta na WWF. Dino passou boa parte da carreira envolvido com os cinturões de duplas das empresas em que trabalhou, tendo tido 9 reinados de duplas no total de sua carreira, com os mais variados parceiros (o mais frequente foi Mr.Wrestling, que foi parceiro de Dino em 3 dos 9 reinados).

Já Rick Martel teve uma carreira mais longa no pro-wrestling, tendo ficado marcado pela sua personagem de modelo. Martel, que começou a carreira em 1972, se aposentou apenas em 1998 na WCW, devido a um problema nas costas.

Escrito por Rodrigo Peret

Estudante de Jornalismo, redator e colunista do Wrestlemaníacos. E ídolo do Izac Luna.

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