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Maníacos por Entrevista: Rapha Luque (BWF)

Entrevistamos Rapha Luque, um dos wrestlers mais populares do Brasil

O atual Campeão da Internet da BWF Rapha Luque é o primeiro entrevistado do novo projeto do Wrestlemaníacos, o Maníacos por Entrevista, que objetiva trazer mais sobre a luta livre produzida no Brasil para você maníaco por wrestling. Serão entrevistas semanais com personalidades da luta livre nacional, o nosso pro-wrestling.

Mesmo com toda a dificuldade de ser wrestler no Brasil, Rapha treina na BWF há quase seis anos. Em sua carreira, já venceu o Guerra das Tribos (com Death Rider e Dinamo), a Copa Anime Friends e 2x o Título da Internet.
Treinado por Bob Jr. e Insano Igor, Rapha, 24 anos, fez sua estreia em maio de 2013: “Minha primeira luta oficial foi na Virada Cultural de 2013. Chegamos lá na Praça da Sé por volta das 10h do sábado e montamos toda a estrutura da arena da BWF. Às 18h começaram os shows e eu continuei como juiz até por volta da 1h da manhã do domingo. No intervalo de um show pro outro o Bob [Júnior] me chamou e falou pra eu me trocar que iria lutar no show das 2h”, lembra ele.

Ele conta como faz para conciliar trabalho, estudo e treinos: “Eu comecei a treinar em janeiro de 2012 e em fevereiro comecei a faculdade. Foi muito complicado conseguir administrar isso. Na época eu não trabalhava, mas estudava a noite no horário dos treinos de terça e quinta. Obviamente administrei as cabuladas pra conseguir ir treinar de vez em quando até chegar as férias. No segundo semestre eu comecei a trabalhar e aí podia pagar os treinos de sábado.
Na época, os treinos de terça e quinta aconteciam em um lugar e não eram pagos, já os de sábado eram numa outra academia e aí tinha uma mensalidade
Dali pra frente conciliar estudo, trabalho e treinos sempre foi o maior desafio. Principalmente porque independente de onde eu estiver se tem algum treino ou evento e eu não estou, nem consigo me concentrar muito no que estou fazendo porque minha mente fica lá no ringue”.

Confira a entrevista completa:

Wrestlemaníacos: Como você conheceu a luta livre? E quando surgiu a ideia de treinar para virar um lutador profissional?

Rapha Luque: Desde pequeno eu sempre fui muito fã de filmes e séries de luta. Power Rangers, Mortal Kombat, WMAC Masters, enfim..
Meu primeiro contato com a luta livre foi na Gazeta quando eu tinha uns 6 anos e todo domingo a noite dominava a TV pra assistir. Quando parou de passar na TV eu parei de assistir, mas com o passar dos anos lembro que qualquer coisa que envolvesse luta livre me chamava a atenção.

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No começo de 2008, numa manhã de sábado, um primo levou pra minha casa o vídeo game dele e colocou o SmackDown vs Raw 2007 pra gente jogar. Não preciso nem falar como eu amei aquele jogo e quando ele falou “o programa deles vai começar a passar hoje na TV” a minha empolgação só aumentou.
Passamos a manhã e o começo da tarde jogando e quando deu 16h desligamos tudo pra assistir a estreia da WWE no SBT! Infelizmente estava chovendo muito e nossa vó mandou desligarmos tudo KKK

A partir desse dia eu não perdia um episódio no SBT e quando saiu do ar, comecei a pesquisar sobre na internet. Quando comprei o SvR 08 comecei a entender como funcionavam os shows (saudade GM mode).

No vídeo game você sempre cria o seu personagem e se imagina na WWE. Comecei a fazer aulas de teatro e até procurei lugares pra treinar wrestling olímpico, infelizmente a luta olímpica não rolou.

Em 2011 eu e alguns amigos fomos na virada cultural assistir os shows da BWF com a CMLL e naquele dia eu tive certeza que a minha vida só estaria completa se um dia eu estivesse em cima daquele ringue fazendo os outros sentirem tudo que eu estava sentindo aquele dia. Uns meses depois eu e os mesmos amigos fomos ao Anime Friends 2011 só pra ver a BWF (tá… Escolhi o dia que ia ter show do Angra também kk) e participamos dos workshops da BWF. No meio disso conversamos com o lutador Pirata Alma Negra que nos passou o endereço da academia e nos encorajou a ir treinar mesmo sendo muito longe das nossas casas.

Infelizmente nós demoramos alguns meses pra tomar coragem e realmente ir e nesse tempo o Pirata acabou falecendo. Uma semana depois nós fomos pra academia da BWF e fizemos nosso primeiro treino em forma de homenagem, mas realmente era muito longe sair da zona sul de São Paulo pra Vila Carrão na zona leste. Ainda mais quando no dia seguinte tínhamos que estar cedo na escola.

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Terminamos o ensino médio, virou o ano e no começo de janeiro mandei mensagem pra galera falando “bora treinar sério agora?”. E tô lá até hoje.

WM: Sabemos que o sonho/objetivo de quase todo wrestler que começa uma carreira é lutar pela WWE. Você pensa nisso? Trabalha com o objetivo de chegar lá?

Rapha: É impossível não pensar nisso. Principalmente quando vivemos em um país que não nos dá condições de viver somente de luta livre.
Nas vezes que William Regal veio nos assistir a empolgação com essa chance ia lá pro alto kk
Mas no momento não tenho isso como prioridade. Em partes por ter batido na trave algumas vezes, mas principalmente por viver a realidade do wrestling por aqui e ver como tudo é feito na raça e no amor.

Quando você vê como é difícil fazer luta livre no Brasil você começa a se perguntar porque a coisa não vai pra frente e começa a bolar ideias e estratégias pra fazer com que dê certo. Tenho o sonho de viajar o mundo fazendo luta livre, mas tenho como principal objetivo hoje fazer parte da geração que ficará marcada na história como a geração que fez o wrestling nacional grande de novo.

WM: A BWF vem crescendo cada vez mais: temos Telecatch praticamente uma vez por semana no YouTube, com uma média de cerca de 2,7 mil visualizações por vídeo se pegarmos os últimos 15, o canal bateu recentemente 18 mil inscritos, In House acontecendo todo mês, às vezes até dois no mesmo mês.
Acha que é por aí mesmo, o trabalho vem sendo bem feito? No que a BWF ainda precisa melhorar?

Rapha: Além desses números no YouTube, estamos aos domingos na Rede NGT (canal 42 aqui em São Paulo) às 18h30, sábado às 20h no canal digital 55.1, quinta feira às 18h30 na tv Grande ABC pra região do ABCD aqui da grande São Paulo, sábado às 10h na TV Vale das Artes em Peruíbe e domingo às 15h na TV Guarulhos canal 3 da NET.
A nossa parte a gente vem fazendo cada vez melhor e continuamos nos esforçando em busca de cada vez mais espaço. Acredito que no que está dentro do nosso alcance e das nossas possibilidades estamos evoluindo, mas os elementos que poderiam ser melhorados no show barram na parte da grana.

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WM: Um combate memorável, aquele que mais lhe deu orgulho do que faz.

Rapha: O combate mais inesquecível aconteceu no dia 01/05/2016 no ginásio do Clube Vila Maria. Não só por eu ter conquistado meu primeiro título derrotando o Dante pelo BWF Internet, mas também por eu ter rompido o ligamento do cotovelo durante a luta.
De um lado a alegria e a emoção do outro a chateação e a dor. Fiquei praticamente 6 meses parado por conta dessa lesão

WM: Um adversário dos sonhos.

Rapha: Na BWF já enfrentei praticamente todo mundo e não sobram mais tantas dream matches por aqui kkk
Seria uma honra lutar com ídolos como Jericho. Um outro cara que sempre admirei e que acabou de se aposentar e infelizmente não terei mais a chance de dividir o ringue é The Human Tornado.

WM: Eu estava vendo, antes de fazer essa entrevista, o Drapcast is Luque, que você fez com o Nilo aqui no site há pouco mais de 2 anos; e lá você fala que Iron Charles seria o adversário que você gostaria de enfrentar aqui no Brasil. Ainda gostaria de ter essa “dream match”?

Rapha: Com certeza! Charles é um amigo que gosto e admiro muito! Infelizmente ele foge de mim e não vem logo pra BWF pra que essa luta aconteça logo kk.

WM: Dos novos talentos que a BWF vem mostrando ultimamente, essa nova geração que vem surgindo na divisão de Rookies, quem você diria pra gente ficar de olho, que tem um grande futuro pela frente?

Rapha: Tem muuuuita gente boa vindo aí!
Dos que são crias da academia da BWF eu deixo como destaque aqui o Yan Karlor que tem um estilo que eu gosto bastante, mas também destaco o Adam Black que antes de chegar na BWF chegou a participar do Juntos Somos Fortes e é mais um baita nome que a CFW produziu.

O Wrestlemaníacos agradece imensamente Rapha Luque pelo seu tempo para nos responder. A próxima será com mais um campeão, fiquem ligados!

Comentem o que acharam, de acordo com o feedback de vocês, podemos fazer uma parte 2 dessa entrevista!

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