Na Teia do Aranha #53

E a edição 53 do Na Teia do Aranha está no ar, com uma festa brasileira! Cliquem e confiram!

Salve, povo!

Como todos já se informaram, a WWE deu a nós, brasileiros, uma ótima notícia essa semana. E, a reflexão, parte exatamente desse ponto. Aonde ela vai chegar e a quem a mensagem vai atingir? Vocês só saberão se lerem, clicando abaixo.

Não esqueçam de refletir sobre o assunto, comentarem, debaterem e, se quiserem, deixarem sugestões sobre próximos pensamentos, ok?

Abraços e valeu!

Portas Escancaradas

            Dessa vez, não queria compartilhar com vocês um pensamento profundo ou um parecer sobre algum tema muito espinhoso. Hoje, nesse escrito, venho como fã de pro wrestling, que assiste de WWE a Stardom, de AAA a Progress Wrestling, de NJPW a FILL. Nada mais que isso.  Somente com o intuito de compartilhar com vocês o que vi e refleti nos últimos dias, pra saber se estou ficando velho maluco ou o que vi me pareceu extremamente absurdo.

            Como todos viram (e o Wrestlemaníacos foi um dos primeiros veículos de pro wrestling que anunciaram a verdadeira notícia), a WWE anunciou a contratação da nova turma de formandos do seu tão elogiado Performance Center, uma chance que qualquer lutador de luta livre gostaria de ter, ao menos por um dia em sua vida. E, nessa nova turma, para nossa grata surpresa, dois brasileiros estão inseridos: Cezar Bononi (conhecido como “V8” na BWF – atual Rei do Ringue) e Adrian Jaoude (libanês naturalizado brasileiro e atleta olímpico brasileiro de wrestling). Pessoalmente, foi uma alegria muito grande ver que o Brasil tem capacidade de, ao menos, ter atletas com habilidades reconhecidas por uma empresa de ponta no esporte. E pra quem é fã a um pouquinho de tempo – uns 25 anos, mais ou menos -, é de se deixar os olhos marejados.

            Claro que a maior parte do público que curte e/ou vive o esporte ficos extasiado com a notícia: elogios aos dois vieram de todas as partes do Brasil e muitas pessoas de outros países me questionaram sobre as reais habilidades dos dois. Conheci Adrian por conta de um mito da luta olímpica no país e seu irmão, Antoine Jaoude. Já Cezar, foi a partir dos shows da BWF que assisti – presencialmente ou não – e os dois tem capacidades mais do que provadas que podem se dar muito bem na promoção americana. E esperamos que isso aconteça, pois será algo incrível para todos os lados envolvidos.

            Todavia, muitas pessoas ainda não entenderam o quão importante o mercado brasileiro é e está se tornando para a WWE (aguardem e confiem na possibilidade de ótimas notícias chegando logo em terras tupiniquins) e ainda acreditam em um discurso antiquado sobre “como o brasileiro será jobber”, “quando o brasileiro será demitido” ou até ao ponto xenofóbico de falarem que “Triple H e Stephanie McMahon estão afundando a WWE, ao contratarem sulamericanos”. Se você não se encaixou nesse discurso, parabéns, você tem bom senso. Se você ainda se mantém nesse discurso, o próximo parágrafo é pra você, amigão.

            Primeiro, de acordo com a Lei nº 7.716, de 05 de janeiro de 1989, xenofobia é crime inafiançável, independente se você faz parte da nação a qual desfere seu preconceito infundado. Além disso, os dois brasileiros vão para um centro para aperfeiçoarem suas performances, buscando uma chance de fazer parte do plantel da WWE, começando (como é o caminho natual da maioria atualmente) no NXT.  E não seria vergonha nenhuma se, daqui a algum tempo, eles fossem dispensados – ao contrário, deveriam sair de cabeça erguida, por chegarem onde nenhum brasileiro jamais chegou (clichè, mas a pura verdade) e terem a oportunidade de viverem a experiência de uma vida. E se, por um acaso conseguirem alcançar o plantel principal da empresa, será uma alegria maior ainda para os fãs e um chamariz ainda maior para aqueles que ainda não são fãs, o que será uma grande chance de popularizar mais ainda o esporte. Sem falar nas portas que vão se escancarando cada vez mais para as promoções brasileiras de pro wrestling de expandirem a visualização de seus trabalhos.

            Esse é um caminho que não tem mais volta: já estava mais do que na hora de vermos brasileiros ganhando chances nas grandes empresas de luta livre. E a esperança, mais do que nunca, é de dias melhores para o esporte, com o fomento de novos talentos e o nascimento de novos amantes do esporte. Parabéns Adrian! Parabens Cezar! Esmaguem todos e boa sorte na caminhada! Força daqui não faltará!

5 Comentários

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  1. Eu fico feliz não apenas de ver um brasileiro na WWE, mas um brasileiro que começou aqui e que defende o NOSSO wrestling, o nosso TELECATCH como ele faz questão de ressaltar e com razão . Quem sabe agora seja possível explicar pra alguns haters que não existe essa barreira que eles mesmos inventaram do que se faz aqui (Catch) com o que se faz lá fora Pw, Lucha, Puroresu, e nem mesmo que que o que se faz aqui é uma arte menor.

    Infelizmente a maioria do publico de wrestling aqui no Brasil não merece e nem faz por merecer nada de positivo que aconteça no wrestling por aqui, nosso complexo de vira-lata nunca esteve tão forte.

    Sobre a coisa da Xenofobia, a WWE tem o Kofi Kingston que já tem uma carreira MUITO BEM SUCEDIDA NA WWE e não é americano e nem mesmo é de um pais-região em que a WWE procura investir tanto, tem fã que acha que a única forma do cara ser bem sucedido é ganhando um titulo principal, quando 99% dos americanos que passam pela WWE não vão chegar nem perto, o Cezar já é um vitorioso por chegar onde chegou e tem potencial pra ir muito além.

    • Infelizmente, Hades, nem todo mundo entende e dá o valor, pois só vê o esporte como algo que dá certo fora. Fatores externos ao esporte trazem essa “síndrome de vira-lata”, prejudicando e muito a nossa reflexão. Os dois, independente de onde chegarem a partir de onde alcançaram, já serão história.

  2. Ótimo texto Aranha.

    Realmente é muito revoltante ver algumas pessoas com os pensamentos tão errados assim até na hora de apoiar algo que as vezes parece surreal na história dessa indústria. Dois brasileiros com potencial atlético para se tornarem grandes lutadores indo para um lugar onde a WWE vai trabalhar na carreira deles a ponto de transformar os dois em grandes entertainers e pro wrestlers, e ai um bando de babacas ao invés de observar as coisas boas nisso, preferem observar o lado ruim das coisas.

    As vezes é vergonhoso isso. Mas seguimos no nosso trabalho de estimular o futuro e o crescimento do esporte aqui no Brasil.

  3. A felicidade e imensa , a WWE com a abertura do P.center aprendeu que o talento pode sim ser aprimorado a gosto deles ! E isso para nos Brasileiros de vdd e um orgulho pois temos representantes legitimos e capazes de seguirem em frente na terra do tio sam ! E se eu me lembro bem tivemos o KAFU na extinta FCW mais na epoca sem mto carinho e atencao por parte da empresa do tio Vince M. Temos um pro wrestler e um atleta olimpico vejo de vdd uma tag team e a elevacao do nivel do pw nacional ! Materias na globola e tdo mais …. fora que isso inspira e fortalece em nos praticantes da arte no Brasil a nos esforcamos pois o sonho de crianca nao morreu (apesar que to ficando meio tiozinho ja kk ) e que sim a maior empresa do genero no mundo e que ate acoes em wall street tem olhado para nos Brazukas

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