Na Teia do Aranha #56

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Salve, povo.

Em mais um pensamento, escrevo em tom de confissão/desabafo sobre um lutador que se foi e as marcas que ele deixou no esporte. Se interessou? Clique a seguir, no “leia mais”, reflita, debata e, como sempre, deixe sugestões junto aos comentários.

Abraços.

A Marca das Pegadas

Uma das perguntas que mais me fazem é a seguinte:

            “Aranha, você, realmente, gosta de alguma coisa dentro da luta livre, como um fã? Porque parece que tudo o que escreve é frio e racional.”

            Parei pra pensar nessa pergunta durante um bom tempo, pra achar uma resposta digna, sem autoelogios ou coisas do tipo. Contudo, não achava o que dizer às pessoas, pois nunca vinha um sim ou um não definitivo ou que tivesse o mínimo de consistência, para que não me tornasse um dos infindáveis “blogueiros de luta livre” que escrevem textões com uma linha que se faz essencial.

            Então, Daniel Bryan se aposenta.

            Sim, esperava que ele se aposentasse logo. Não, nunca imaginei que seria com esse nível de surpresa, quando os fãs ainda esperavam algum tipo de última luta dele, com toda a pompa e circunstância que ele mereceria. Mas, não. Um tweet, um discurso de despedida e milhares de lamentações mundo afora, sobre a perda de, talvez, um dos grandes ícones do esporte dos últimos 10 anos. Ouvi todo o seu discurso, com atenção, cada palavra.

            E chorei.

            Sem vergonha alguma assumo isso, inclusive lembrando a última vez que tinha chorado assim – a aposentadoria de Edge (um dos meus favoritos de todos os tempos). Isso me levou a um turbilhão de sentimentos, inclusive tentando entrar na mente de Bryan, cogitando pensar qual a sensação dele (ou, pelo menos, uma parcela disso) naquele momento, sabendo que toda aquela esperança de voltar ao ringue que o alçou a um patamar que, mesmo com sua fama nas indies, não conseguiria chegar, se esvaiu com um “não” do médico da WWE.

            Agora, o que nos resta, é assistir os seus melhores momentos nos ringues do mundo, pela internet. Porém, o mais importante legado que lutadores competentes como ele deixam é a solidificação de um esporte que ultrapassa todas as barreiras de uma competição comum e deixa uma marca reconfortante em nossos corações, como é o pro wrestling. Sem falar na criação de um novo público que pode ter começado a assistir luta livre pelo simples fato de acharem um lutador que se identificassem.

            E, sim, tenho uma resposta para a pergunta do início do texto:

            “Sim, assim como sou crítico com o que é necessário, deixo meu coração de fã de luta livre ir à frente em vários momentos. O que não posso é deixar que um desses lados me domine por completo. Senão, ou serei um cara chato ou serei um fanboy desnaturado”.

            Obrigado, Pro Wrestling, por nos dar tantas lições de vida. Obrigado, D.Bry.

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