Na Teia do Aranha #65

na teia do aranha 2016

Salve, povo!

Neste ritmo pré-eleições, apareço aqui no Wrestlemaníacos com mais um pensamento sobre o universo da luta livre. Hoje abordo o exemplo de um lutador que, pela sua caminhada, mostra a total incompetência de uma empresa que, de impacto, fica só no nome.

Quer saber mais? Clique abaixo, leia, reflita, comente e compartilhe.

Abraços!

O Problema é de Quem?

 

              A ingratidão é uma das atitudes mais tristes do ser humano. E não é de hoje que isso ocorre – de Caim, que se virou contra seu irmão Abel e toda a ajuda que tinha dado a ele, o apunhalando, até aquele seu amigo ou amiga que, até semana passada, eram unha e carne e, agora, não o quer mais vê-lo nem na tela do seu celular – são exemplos de como alguém pode ser “aquele que não recompensa devidamente o trabalho que lhe é prestado” (definição do dicionário Michaelis). Claro que, em alguns casos, o exagero toma conta de nosso julgamento e, quando percebemos, apontamos quaisquer motivos que não seja aquele que estamos aferindo à pessoa. Mas a ingratidão deixa marcas profundas, a ponto de relações duradouras se despedaçarem como um castelo de areia se desfaz na primeira onda forte que bate sobre ele.

            No universo da luta livre, temos vários exemplos de ingratidão, os quais poderíamos citar por horas a fio. Mas, um deles me chamou muito a atenção nas últimas semanas: IMPACT Wrestling (nossa amiga TNA) e TJ Perkins (TJP, para facilitar). A promoção de Nashville já o mantinha em seu plantel desde 2004, em aparições esporádicas, sem chamar muito a atenção. Ao mesmo tempo, TJP lutou na NJPW, PWG, ROH, DG USA, EVOLVE, dentre outras promoções (foram essas as que lembrei agora), fazendo aparições que convenciam os promotores dessas empresas de que, ali, havia um lutador a ser lapidado.

            Porém, o que a TNA faz com um lutador promissor? Desenvolve? Testa de maneira digna? Não. Dão a ele um personagem de gimmick sem muito sentido, em uma stable sem muito sentido (e antes disso, houveram algumas várias aparições por anos), jogam o X Division Championship em cima dele sem sentido, perde sem sentido e, alguns meses depois, não renovam seu contrato. Juro que tentei até ver algumas lutas dele, entender algumas storylines na TNA (como Manik ou Suicide), mas, foi tão estranho, que fiquei sem entender.

            E aí, TJP adentra a WWE (a qual já tinha lutado em ocasiões isoladas) pelo WWE Cruiserweight Classic (CWC), após se qualificar em uma das eliminatórias que ocorreram na EVOLVE. E em cerca de 4 meses, a sua ascensão meteórica culminou não só na sua vitória no torneio, mas se tornando o primeiro WWE Cruiserweight Champion da era moderna. Sorte? Muito pelo contrário: mostrou a todos o motivo de estar ali, na maior vitrine do esporte no mundo, plenamente reconhecido pelo que faz, mesmo com as taxações de ser “ex-TNA”.

            Duas coisas podem ser tiradas dessa breve história: 1) passassem-se os anos e a TNA continua a sofrer com a boa e velha falta de gestão de talentos, a mesma que ajudou veementemente a afundar a WCW, ECW, dentre outras empresas. 2) Além disso, quem entra na terra da família Carter é fadado a ganhar esse estigma, quase uma maldição não-hereditária, como se, por um acaso, sair de lá, nunca mais será o mesmo. Mas, ainda bem que existem os “TJPs” da vida, que quebram essa cadeia (praticamente um combo breaker) para mostrar que, na maioria dos casos da TNA, o problema não está no material humano, mas no pensamento gerencial. As outras empresas agradecem.

4 Comentários

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  1. Aplausos !!! Muito bom, gostei de ler.
    Gostei ainda mais do uso das palavras, não gosto de gírias. É isso que está fazendo a TNA falir, falta de talentps jovens, e principalmente a devida valorização.

    Congratulations

    • Obrigado pelas palavras, Lance.

      Acho que tem talentos na empresa. O que não tem, é a gestão deles, combinado com storylines e demais encaminhamentos que os aproveitem da melhor forma possível.

  2. Entendo seu ponto de vista, mas o problema de falta de gestão de talentos vem da maioria das empresas, da mesma forma que temos TJP de um lado, temos Cody de outro… até… Texano de outro… e por aí vai…

    O que temos em bastante quantidade é a falta de feuds e storylines convincentes… isso sim prejudica muito a carreira de um wrestler, pois para ser um HOF, não é necessário grandes títulos, mas sim histórias que marquem sua trajetória.

    Tomara que a WWE aproveite bem esta safra de grandes talentos que tem

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