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Na Teia do Aranha #76 – Você precisa da WWE?

Dilema dos fãs de luta-livre

Salve, povo!

Mais uma vez, venho a este espaço refletir com vocês sobre algo lido nas redes sociais e que levou a um bom pensamento sobre o esporte. Leia, reflita, comente, debata e valeu!

É engraçado como as reflexões surgem dos lugares menos esperados.

Estava passeando pelo Twitter, quando comecei a visualizar algumas das respostas ao perfil do Wrestlemaníacos lá (não segue ainda? Tá esperando o quê? @wrestlemaniacos) sobre o que os fãs acharam do “All In” – considerado como o maior evento do circuito independente de luta-livre da história, com pouco mais de 11 mil espectadores ao vivo no local, sem contar as transmissões virtuais. Dentre essas opiniões, uma delas (a qual eu não lembro quem foi – me perdoe e muito obrigado) me chamou muito a atenção. Dizia, não exatamente com essas palavras, o seguinte:

“A luta-livre profissional não precisa mais da WWE”.

Será?

Podemos olhar o plantel e faz uma contagem entre todos os programas principais (RAW, SmackDown, NXT, 205 Live, NXT UK), em que contam com mais de 220 lutadores ativos, sem contar os chamados “part-timers”, que não estão lá em tempo total. Podemos olhar uma estrutura que conta com treinadores, produtores, equipe de apoio, administrativo, etc., que conta com cerca de 1.500 funcionários ao redor do mundo. Podemos olhar o lucro gerado de cerca de US$ 29 mi, no ano de 2017. E podíamos olhar várias outras coisas, mas esse mínimo serve a nós nesse momento.

Existe uma diferença enorme entre não precisar mais e não ser mais o centro do mercado ao qual atua. Realmente, a WWE não é mais o centro do universo da luta-livre proifissional, mesmo ainda sendo a empresa mais importante do esporte. Hoje, outros mercados (em especial México, Grã-Bretanha e Japão) ganharam um espaço enorme na audiência – muito por conta da internet – e tomam a preferência das pessoas, com um estilo de luta mais próximo de esportes de combate que cresceram nos anos de 1990 e 2000, como o jiu-jitsu e o MMA.

Não podemos mais dizer que não há pro-wrestling fora da WWE. Muito pelo contrário: existe muita luta-livre de qualidade superior por aí (inclusive no Brasil). Porém, jamais podemos descartar a tradição, o aporte financeiro e a estrutura da WWE. Ela é necessária para o esporte no mundo e isso é fato.

Confira a edição anterior do Na Teia

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