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Opinião do Momento: CM Punk é campeão até no MMA

Phillip Brooks parece que nasceu em berço de sucesso. Quando nasceu algo dizia para o mesmo que o mundo da luta o esperava para provar a todos que com persistência, o sucesso baterá em sua porta. Com 12 anos de idade ele já estava nos ringues, brincando de lutinha, ou melhor, de pro-wrestling com amigos até que decidiu levar o negócio a sério, mas tão sério que seu lema para a vida era que a luta-livre era seu único vício. Lema que mal sabia ele, viraria contra sua vida e causaria um inferno.

Phillip Jack Brooks, conhecido com CM Punk parece ser uma pessoa careta (apesar de suas tatuagens e piercings pelo corpo), é contra bebidas alcoólicas, contra cigarros e qualquer tipo de droga, sua única “droga” até 2014, era o pro-wrestling. Esta “droga”, assim como qualquer droga, lhe deu momentos bons.

Seu sucesso na luta-livre começou em meados dos anos 2000 na Independent Wrestling Association Mid-South e depois disso o céu e o inferno na vida de CM Punk apareceram. Seu potencial na luta-livre era algo de outro planeta e por onde aqueles símbolo da Pepsi aparecia, era sucesso. A cena do wrestling independente foi construindo sua carreira até que chegou ao ponto de ir trabalhar para o maior nome da luta-livre mundial: Vince McMahon.

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Em setembro de 2005, Punk foi para a atinga OVW, território de desenvolvimento da WWE e depois disso, sem saber o que o futuro quisera pra ele, Punk se tornou o sexto lutador com o maior reinado com o principal título da WWE. Para a maioria, isso era o paraíso… menos para CM Punk. Seu vício na luta-livre já não era o mesmo, e nem abstinência parecia ter. O sucesso se tornou um inferno, mesmo sendo o lutador mais elogiado por suas técnicas nos ringues da luta-livre. Além de carisma, Punk possuía habilidades. Microfone pra ele era como uma bomba, poderia explodir e explodiu com sua famosa promo no RAW de 2011.

Tudo isso começou a saturar a vida de Punk a ponto que ele ficou limpo de seu único vício. Em 2014 como uma bomba, CM Punk deixou a WWE sob circunstâncias incertas, mas sua saúde foi o fator mais importante. Punk chegou a mencionar que tinha “zero paixão” para o wrestling profissional e que ele nunca mais voltaria a WWE. Essa bomba explodiu gerando algo que Punk nunca teve que lidar: a ira dos fãs. Os fãs não aceitaram e não aceitam até hoje (inclusive eu que vos escreve) até hoje o fato dele ter abandonado uma ideologia que ele passou a vida sendo a favor. Nos dias atuais, apenas os fanáticos torcem e acreditam em um retorno do lutador para a luta-livre, inclusive para a WWE.

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Mas vamos concordar que gora CM Punk está sendo campeão de outra forma, sendo campeão na forma de tentar realizar novos sonhos e ontem tivemos a prova disso. Mesmo quem ainda odeia CM Punk, é de aplaudir o que ele fez ontem.

CM Punk, que nunca teve experiência no MMA resolveu arriscar nesse mundo fechado de oito lados e que no papel, teve praticamente zero porcento de sucesso. Brooks lutou apenas duas vezes no UFC, e saiu derrotado de ambas. Quem assistia estas lutas, pensava “O que este cara está fazendo aí? Ele não consegue nem se movimentar corretamente”.

Ontem o que víamos era uma pessoa um pouco perdida, mas não na vida… perdida em golpes apenas. CM Punk se mostrava pressionado, nervoso mas tudo isso era suprido por uma coisa: persistência. Para se ter sucesso mundo do MMA, ou de qualquer outro esporte, você deve começar cedo, seus treinos devem começar quando você ainda nem tem sua mente formada, mas com Punk não foi assim. Ele arriscou um carreira profissional com quase 40 anos de idade, quando seu corpo já não é mais o mesmo, mesmo quando sua alma e sua mente querem fazer dar certo. Poucos tem coragem para isso.

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Jun 9, 2018; Chicago, IL, USA; Mike Jackson (blue gloves) fights C.M. Punk (red gloves) during UFC 225 at United Center. Mandatory Credit: Kamil Krzaczynski-USA TODAY Sports

Penso que qualquer pessoa ontem, na situação física que Punk estava, essa pessoa teria desistido porque era óbvio que ele estava sendo derrotado, mas Punk é vencedor e quis continuar. Aguentou 3 rounds com socos, cotoveladas… golpes que deixaram o lutador sem saber onde estava, mas parecia que seu coração sabia e o fez continuar até o o fim. O sangue em sua face mostrava o resultado. A derrota foi certa. Mas para muitos, para quem conhece a história desse rapaz de Chicago chamado Phillip Jack Brook, foi um vitória, foi a conquista de um título.

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