Opinião do Momento: Gabi Castrovinci eliminada; não é o fim do mundo

http://i.imgur.com/X6o5cGj.png

Ontem tivemos a eliminação da brasileira Gabi Castrovinci, vamos falar um pouco sobre? Veja no “mai”s.

Vamos voltar para 2008 quando comecei a acompanhar pra valer o PW e decidi criar este blog aqui. Na época era impossível você ter as informações com tanta facilidade que se tem hoje, para assistir shows, ou você apelava para as streams de péssima qualidade, ou esperava todo sábado a tarde, chamava os amigos, e ia pra sala com uma vasilha de pipoca com suco que a mamãe preparava para assistir no SBT um compilado do que aconteceu durante a semana, desde RAW à SmackDown, e eram poucos minutos de show, mas que nos deixavam todo feliz, como se estivéssemos assistindo “Pulp Fiction”… os olhos brilhavam.

Na época, o máximo de WWE que conseguíamos na TV era isso, ou aquela reportagem que o Pânico na TV fez.

Foto: cbtvnews.com.br

Mas hoje em dia as coisas mudaram e muito. Quem imaginou que teríamos WWE sendo transmitido na TV brasileira, ao vivo, em português? Que teríamos mais uma companhia internacional de wrestling na TV nacional? QUEM IMAGINOU QUE TERÍAMOS UMA BRASILEIRA PARTICIPANDO DE UM PROGRAMA DA MAIOR COMPANHIA DE PRO-WRESTLING DO MUNDO?

Pois é amigos, tivemos isso. Um brasileira chamada Gabi Castrovinci, de Curitiba, modelo fitness participou do Tough Enough e claro, o apoio de nós brasileiros foi enorme. Hashtags, campanhas, fã-clubes e tudo mais que se possa imaginar.

Foto: Twitter

Já foi comprovado que nós brasileiros somos os mais odiados da internet e por quê? Porque às vezes causamos, seja pelo lado positivo, seja pelo lado negativo. No caso da curitibana, causamos e causamos muito, positivamente. Mesmo sem nem sabermos das qualidades da competidora (posso dizer sem nem saber quem é Gabi Castrovinci) nós apoiamos ao máximo, com o desejo de ter um nome brasileiro dentro da WWE e ganhando destaque e fazendo o PW crescer nessa terra.

Mas ontem, o sonho acabou. No quarto episódio do programa, Gabi foi eliminada. Gabi se mostrou perdida quando se tratava de promos, algo que é indispensável em um lutador completo de pro-wrestling. Mas também, se mostrou superior à outras competidoras e competidores na hora do “vamos ver” e foi bem nos treinos. Injustiça? Talvez.

Link permanente da imagem incorporadaFoto: Twitter

Gabi mostrou ter uma personalidade forte durante o programa, algo que normalmente vai agradar ou não agradar, não existe meio-termo em gostar dela… você vai odiá-la ou amá-la. E pelo jeito, a maioria decidiu odiá-la. Ela foi para a berlinda, e foi a menos votada, saindo com apenas 11% dos votos.

Logo após, a revolta dos brasileiros foi gigantescas. Os fãs criaram hashtags pedindo a volta da brasileira ao programa. O lado oposto fez piadas. Causamos na internet mais uma vez.

Sua eliminação não foi o fim do mundo, quantos competidores já não voltaram para a WWE após serem eliminados do reality show nas temporadas passadas?

E realmente não é o fim do mundo. Porque Gabi conseguiu algo que estamos buscamos por aqui: a visibilidade do pro-wrestling no nosso país. Cada ano que passa, isso mais cresce por aqui.

Mas Gabi Castrovinci era a pessoa ideal para vencer o reality show? Lógico que não. Nós a apoiamos por ser brasileira, isso é fato. Podemos ver durante essas 4 semanas da brasileira no reality show seus erros. Não é porque uma modelo fitness tem características de lutadora, que ela terá as habilidades de uma lutadora. Pro-Wrestling é uma das modalidades mais difíceis, não basta bater e saber apanhar, tem que saber atuar. E não saber do que se trata uma promo, é inadmissível para quem quer ser uma lutadora de pro-wrestling.

Vejo uma pessoa que viu uma oportunidade de crescer na carreira, e optou em se arriscar nesse mundo nada fácil que é o pro-wrestling. E que como muitos já esperavam, não deu certo. Pelo menos agora.

A passagem de Gabi pela WWE foi positiva, conseguimos provar que amamos o pro-wrestling e ela levou para o mundo nosso amor. Não fiquemos tristes ou revoltados, porque conseguimos levar nossa bandeira ao mundo da luta-livre.

Deixe um Comentário

comentário(s)