Pra Ser Sincero #12 – A (Un)Dashing Star

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Olá, eu sou o Gabriel Goto e este é mais um Pra Ser Sincero! Há não muito tempo tivemos o PPV Extreme Rules que conteve muitos assuntos interessantes, mas acredito que muito deles já estão mastigados o suficiente, vamos falar de um tema um pouco mais chato e tratar com respeito uma estrela não compreendida. Venham.

Após ver o mais recente PPV da WWE dá para se ter uma noção quão super-lotado o roster está. Temos muitos bons nomes recheando o mid-card e nomes importantes retornando para o main event, mas eu não venho aqui para falar de nenhum destes. Venho falar mais uma vez dos injustiçados.

Se eu disse em meu artigo anterior (Que você pode conferir clicando aqui) que os derrotados são importantes nesta arte que admiramos, ainda não retifico a minha opinião, mas é óbvio que ninguém gosta de perder, independente do que.

Porém, o ideal seria que um “jobber” pudesse ter uma perspectiva de alcançar voos maiores, o que raramente acontece se você não tiver influência nos backstages, como o outro membro da Rhodes Scholars, Damien Sandow que mesmo após tanto tempo fora das câmeras tinha um pop enorme e isso não o livrou de ser demitido. Sandow se fez uma estrela, mas agora ele vai brilhar em uma nova constelação.

Se você ainda não viu o que Cody disse (o que eu acho difícil) clique aqui e fique por dentro do que eu irei escrever. Prontos? Então seguindo o caminho…

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Cody Rhodes pediu demissão por não ser usado como ele achava que ele merecia, mas certamente esse é o menor dos seus motivos, afinal ele aguentou por muito tempo algo que ele sabia que era pequeno demais para o seu talento e para o seu nome. O problema é a WWE estar podre por dentro. Não adianta ter um roster recheado de wrestlers indies se no final, os bookers incompetentes conseguirem fazer com que poucos sejam estrelas.

Sim, caras como Kevin Owens e Sami Zayn fizeram-se uma estrela, mas isso não foi na WWE. Seth Rollins e Dean Ambrose eram estrelas antes de chegarem na WWE. AJ Styles? É… A WWE não consegue criar boas estrelas para o presente e para o futuro, não é mesmo? Ela vem apenas colhendo os frutos independentes.

Cody Rhodes era uma cria da casa, ele tinha todo o potencial do mundo, ele deu um show tanto face quanto heel fosse na divisão de duplas ou em seus bons reinados como Intercontinental Champion. Aprimorou com maestria cada gimmick que a ele foi dada e o que ele recebeu em troca? Se quer ser ouvido pelos caras que podiam fazer algo por ele.

Se o NXT hoje é algo gigantesco, muito desse crédito também se deve ao saudoso “American Dream” Dusty Rhodes, fazer um torneio em sua homenagem é justo, mas não seria melhor para a sua memória e o seu legado ao invés de ter uma réplica de bronze ter um filho em carne e osso nos caminhos do sucesso?

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O NXT está igualmente recheado de boas estrelas, algumas que se quer apareceram, porém tem tanto espaço para caras já consagrados em empresas como a TNA, mas não tem espaço para o filho de uma lenda que fez o máximo para deixar aquilo no mapa? Cody aparentemente não ganhou o respeito do Hunter, mas o que ele deveria ter feito? Ele fez tudo o que ele pode. Ou será que não?

Haverá sempre um polêmico exemplo quando formos falar sobre assuntos do tipo e muitos talvez podem não concordar, podem querer fechar os olhos e apontar apenas os erros no escuro, mas CM Punk abandonou tudo ao ver que não seria utilizado da maneira que ele achava que merecia. Não é egocentrismo (talvez um pouco, ou bastante) é auto-conhecimento e auto-valorização (talvez um pouco em excesso, quem sou eu para dizer?).

Gosto tanto do Rhodes quanto do Punk e espero que ambos obtenham sucesso, Rhodes em outras empresas que valorizem o seu trabalho, Punk ao menos conseguindo debutar no UFC, mas o fato é que se antes tivéssemos dúvidas das laranjas podres dentro da equipe criativa, acredito que tenhamos a total certeza de que sim, elas existem e sim, elas são as mais importantes.

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Intercontinental Champion Cody Rhodes emerges with something to say at WWE Hell in a Cell.

Lembrando que foi Cody quem trouxe o modelo clássico do Intercontinental Championship em 2011, não se lembra? (Re)veja aqui.

Rhodes mesmo disse que tinha o apoio de vários membros da equipe criativa, mas do que isso adiantou? Do que adiantou ter um nome de peso, se os roteiristas principais não estão preocupados com ninguém a não ser eles mesmos? O roteiro e a direção de um filme são mais essenciais do que os atores, pois por melhor que sejam, os atores não conseguirão fazer com que o barco navegue se não houver estrutura.

Quanto tempo terá até que a WWE naufrague? Há sempre essa possibilidade iminente, levando em conta que a empresa de Stamford carrega em suas costas pelo menos 70 ou 80% de todo o wrestling mundial, o que aconteceria num colapso?

A boa notícia é que o Tempo é o caçador mais eficaz, ele caçará nós todos incansavelmente e os mais experientes acabam tropeçando enquanto fogem dele, renovação é bem mais do que contratar as principais estrelas indies, espero que os McMahon saibam disso.

Encerro o Pra Ser Sincero por aqui, espero que tenham gostado, não deixem de comentar expressando suas opiniões se são ou não contrárias a minhas, vamos debater um assunto importante quanto esse. Até a próxima!

Escrito por Gabriel Goto

18 anos, estudante de Letras, amante de Pro-Wrestling e outros bons meios de se contar uma história, escrevo o Pra Ser Sincero e o Wrestling Tales.

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