Pra Ser Sincero #25 – A Culpa é das Estrelas

Meltzer no céu e nós na Terra

Olá, eu sou Gabriel Goto e esse é mais um Pra Ser Sincero! Nessa vigésima quinta edição, estou aqui para semear a discórdia, para ruborizar as mães após lerem tantas barbaridades, para enraivecer fãs, jornalistas ou apenas a dúzia de pessoas que leem esse artigo. Enfim, sem mais delongas, explicarei o porque de ser TUDO culpa das estrelas.

Apesar de ser algo que exista em todos os meios de entretenimento possíveis (A Bola de Ouro da FIFA, o Oscar da Academia, Globo de Ouro e etc) e há muito tempo, eu não vejo sendo algo tóxico para os meus olhos como no pequeno e não tão pacato mundo da Internet Wrestling Community.

Dave Meltzer é o provável jornalista mais respeitado do momento, o que soa de certa forma irônico, já que há alguns anos eu realmente via muita gente falando mal dele, dizendo que suas opiniões não eram importantes ou coisa do tipo. Todavia, é inegável a importância e a influência dele em nosso meio, um cara que vale a pena seguir no Twitter da vida, mas até que ponto é algo positivo?

Os rumores já são o de menos, foi-se a época em que eu ficava chateado em ler esses tipos de spoilers, já que a própria WWE antecede qualquer um e anuncia sempre de antemão qualquer coisa que poderia ser bombástica. Daqui alguns anos, não existirá mais surpresas no Pro-Wrestling, pois tudo já teria sido noticiado semanas antes.

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Mas não é esse o meu foco aqui hoje e sim os conhecidos Star Ratings, que existem há décadas e que recentemente ganharam uma extrema importância diria eu que desnecessária, sim é muito legal ver que a match com o seu wrestler favorito recebeu cinco estrelas, é um baita reconhecimento, mas seria eu burro demais ou casual demais para não perceber diferença alguma em uma match de quatro estrelas e meia para uma de cinco?

Uma das lutas que marcaram a minha infância foi dada uma 4 ponto 75 e eu só queria entender de forma racional o que de fato isso importa? Eu gosto bastante do imdB porque é uma nota geral de todas as pessoas que frequentam esse site, então sendo algo mais democrático seria a forma de dizer que não há filmes nota dez, embora há alguns poucos que se aproximem disso e sejam considerados obras-primas, portanto, não seria a luta nota 9 (ou quatro estrelas e meia) tão boa quanto a luta nota 10? Existe por acaso perfeição? Eu penso que não, por isso me soa de certa forma imbecil dar seis estrelas para uma luta (o que é uma estrela maior que a perfeição propriamente dita) Porém nesse exato momento em que vos escrevo, eu vi essa luta duas vezes, a primeira eu dormi na metade, a segunda eu vi e achei um puta combate foda e para não cometer nenhuma injustiça verei uma terceira vez agora.

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Pronto, agora posso opinar do modo mais justo possível.

Foi um combate fantástico, inegavelmente, mas eu simplesmente não sinto como o melhor combate que eu já tenha visto, por sinal, é algo pessoal demais para por notas, é preciso de muito sangue frio para montar uma lista que for de melhores qualquer coisa. É realmente muito sangue frio.

É um modo interessante de avaliar o trabalho psicológico, físico e o storytelling (não achei que o termo em português ficaria bom), mas acima de todos esses fatores, o que mais deveria importar seria: Você gostou desse combate? Sim? Então perfeito, é possível achar um combate sensacional sem que ele seja cinco estrelas ou algo parecido, sério, eu fico transtornado quando vejo “Esse combate consegue uma 4.5 fácil” como se os wrestlers presentes nessa match não fossem capazes de alcançar o nível máximo de um combate ou uma “4.75 está de bom tamanho”, meus amigos, quando falta 0.25 pra sua média final ficar tal nota, não há professor por mais maldoso que seja que não a arredonde, pros olhos de Deus toda 4.75 match é Five Stars.

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Outra coisa muito importante disso tudo, o que seria melhor: Duas lutas 4 estrelas de 20 minutos cada em sequência ou uma 5 estrelas de quase uma hora? Tipo, lutas longas não são necessariamente boas, é necessário compreender todo o building do feeling e storyline dos dois lutadores, mas não é como se fosse algo necessário para se ter uma match perfeita. As vezes, o menos pode ser mais, ainda mais quando a primeira metade da match é slow building.

Por fim, finalizo o meu artigo com um antigo provérbio brasileiro “Perfeição de cu é rola”, entendam, são seres humanos passíveis ao erro e que são capazes de fazer um trabalho impecável, mas é narcisista demais acreditar que algo alcance um nível máximo, pois não alcança, certamente haverá pessoas que darão a nota máxima para tal coisa, assim como haverá outras que não (Uma simples questão de gosto) e assim encontraremos um equilíbrio e obviamente não tirando qualquer mérito do avaliado, nessa semana que saiu a nota do ENEM sai também o “Você não é a sua nota, a não ser é claro que ela tenha sido muito boa”.

Eu sou Gabriel Goto e me encerro por aqui.

Escrito por Gabriel Goto

18 anos, estudante de Letras, amante de Pro-Wrestling e outros bons meios de se contar uma história, escrevo o Pra Ser Sincero e o Wrestling Tales.

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