WWE Conclusions #1: Estaria a WWE se tornando indy?

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É… meu primeiro texto aqui, galera. Sou o Mateus, um dos novos integrantes aqui do Wrestlemaníacos e estou muito feliz pela oportunidade que me foi dada, é realmente um grande prazer fazer algo que eu tanto gosto, que é debater, sobre algo que eu tanto gosto, que é o Pro-Wrestling. Ainda estou em fase de testes, então posso parecer ainda um tanto cru, mas espero ter um desenvolvimento bom nas crônicas para trazer textos de cada vez maior qualidade a este blog. Uma das coisas que eu sempre gosto em meus textos são os feedbacks, então sintam-se livres para comentar sobre o assunto e/ou sobre o texto, é mais uma forma de eu aprender mais e ter um contato com os meus leitores.

Mas bem, vamos ao que interessa?! Cliquem abaixo para ler o resto da crônica.

Apesar do título, eu não estou insinuando que a WWE está se tornando realmente uma indy, ele é uma metáfora para o que vou abordar nesta crônica. Procurarei fazer uma retrospectiva sobre o futuro da WWE (por mais que isto se torne um termo estranho, vai fazer sentido). Pode-se perceber então que neste texto, debaterei, mostrando minha opinião e usando argumentos sobre como foi e como está sendo construído esse tão aclamado futuro da WWE, no que se diz respeito a material humano, levando-se em conta, o que aparece em frente à TV (ou ao computador, como preferirem).

É um fato que, desde a criação do NXT, naquele primeiro formato de reality show, a WWE vem investindo cada vez mais em lutadores com excelente qualidade no ringue, uma vez que o roster se mostrava em bons números de grandes mic-skillers, alguns já veteranos, na época, como Chris Jericho e Edge. Estes lutadores mais veteranos, aliado aos trainers da WWE, ajudavam ao novos talentos a evoluírem cada vez mais o seu mic-skill e deixar o lutador adaptado ao produto da WWE, uma vez que esta ainda é uma empresa de “esportes-entretenimento”. Assim surge Daniel Bryan. Quem vê Bryan hoje, percebe sua grande capacidade de ter o público em suas mãos, característica fundamental para uma grande mic-skill. Entretanto, quem vê Bryan antes da WWE, percebe um baixinho com muito talento no ringue, uma grande disposição e uma boa mic-skill, porém nem próxima do que temos dele hoje.

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Os anos passam e a WWE deixa um tanto de lado este investimento, até perceber o sucesso em que CM Punk e o próprio Daniel Bryan fazem em 2012 e, posteriormente 2013. Dois lutadores que vieram de indies e trouxeram um imenso lucro à empresa. Neste comentado ano de 2012, a WWE então desativa o nome Florida Championship Wrestling, que era até então o seu território de desenvolvimento, e o NXT passa a ser um show semanal, quase que como uma terceira brand da empresa, com wrestlers novos que buscam “desenvolver-se” no cenário WWE. O sucesso de Punk e Bryan era tanto que fez a empresa trazer de vez o projeto de adquirir wrestlers das indies, com talento principalmente no ringue, treiná-los afim de torna-los adaptados ao seu produto, desenvolver internamente sua mic-skill, criando wrestlers cada vez mais completos. Seth Rollins.

Tyler Black, um enorme talento nas indies, tecnicamente completo, conseguia realizar um arsenal de movimentos incríveis e spots por vezes chocantes com uma grande facilidade, dificilmente nos fornecendo botches, isto é, perfeito para qualquer Main Event de WrestleMania ou qualquer coisa abaixo dela (se é que existe algo acima). Black ainda tinha um defeito, era totalmente cru no mic-skill. Este é o grande exemplo de como a WWE usou o NXT para dar aos seus wrestlers algo que nunca fez antes, tornarem-os completos para o produto.

Há 10 ou 15 anos atrás, a WWE comprava ou desenvolvia wrestlers já com o talento, apenas polia-os para o produto e jogava eles no Raw, SmackDown, ou até mesmo a ECW, como foi com CM Punk e Jack Swagger. Randy Orton, Batista, Edge, Chris Jericho, Kane, os citados CM Punk e Jack Swagger, Dolph Ziggler, Cody Rhodes e, por que não, Drew McIntyre, entre muitos outros, são wrestlers que vieram com suas características montadas e a WWE pouco queixou-se de os tornar melhor em determinado aspecto. Foi assim que os dois primeiros nunca conseguiram desenvolver uma mic skill decente dado o seu gabarito e o hype que possuíram principalmente nos tempos de Evolution. Vamos tratar John Cena como uma exceção, ok?

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Voltando a falar em 2012, tivemos no NXT, num programa exibido no dia 29 de julho de 2012, Seth Rollins como o primeiro campeão desta que podemos chamar de brand. Rollins desde então, confirmou-se como a base de uma grande geração de lutadores que fazem parte do NXT hoje, vocês sabem muito bem quem são estes, mas eu já volto neste assunto. Vamos nos focar em nossa linha do tempo. 4 meses depois, no mesmo ano de 2012, durante uma Triple Threat Match no Main Event do Survivor Series, envolvendo o atual WWE Champion CM Punk e os desafiantes John Cena e Ryback, quando o terceiro aplica seu finisher e está prestes a vencer a luta por pinfall em Cena, um trio de rapazes misteriosos com roupas pretas fardadas vão ao ringue e atacam Ryback incessantemente, levando-o para o ringside, até que vão para o Triple Powerbomb em uma das announcer tables, o que facilita a luta para CM Punk, que aplica o pinfall em um Cena derrotado e retém o cinturão. Com um grande hype de Michael Cole, o trio revela-se por lutadores do NXT, um deles é o então campeão, Seth Rollins, e os outros são Dean Ambrose, também proveniente de indies, sob o nome de Jon Moxley na DGUSA, e a exceção, Roman Reigns, primo do renomado The Rock. Começava então o grande desenvolvimento de wrestlers de indies em massa no NXT, um projeto que foi visto à longo prazo, tendo o auge, talvez, hoje, em 2015.

Durante esse tempo, uma série de bons lutadores apareceram no NXT, ganhando títulos ou não, como possíveis grandes nomes para o futuro da empresa, alguns bem-sucedidos, como Adrian Neville (hoje apenas Neville), Kevin Owens, Sami Zayn e Finn Bálor, outros nem tanto, como Kassius Ohno.

E já que isto tornou-se quase que um texto falando sobre o NXT, não podemos nos esquecer das divas, que toda vez que por lá lutam, nos dão combates 4 estrelas, ou até mais, como no último Takeover, em Brooklyn, mas isto é assunto para outro texto, que inclusive já foi muito comentado em diversos blog, então não creio que preciso me estender agora, talvez para um futuro, quem sabe.

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A conclusão que podemos tirar nisto é que a cada temporada, a WWE, sem radicalizar em mudanças do seu produto, vai criando uma nova era paralela à chamada de PG Era, e isto a torna uma empresa cada vez mais forte no mercado, uma vez que consegue conquistar quase todo tipo de admirador de Pro-Wrestling, o que é bom para os fãs, que cada vez se sentem mais atraídos a assistirem os programas da empresa, pela qualidade de seus lutadores e, principalmente de algumas lutas, como foram as do Kevin Owens vs John Cena e esta última no SummerSlam, envolvendo o mesmo contra Cesaro (que por acaso passou em branco neste texto), citando também os grandes acontecimentos atuais no NXT. Isto tem como consequência, algo muito bom para a empresa, já que os ratings voltam a aumentar devido, principalmente, à grande aproximação que o fã de Wrestling tem dos seus lutadores favoritos.

Entretanto, como dito no post Esgoto Extremo do nosso querido Rodrigo Peret, ainda se faz por necessário encontrar uma peça-chave ao elenco, aquele rosto principal para estampar as revistas e vender além dos outros, como o John Cena hoje, algo que a WWE precisa criar em seu próprio domínio, pois dificilmente vai ser encontrado no circuito independente.

É isso aí, galera. Este texto acaba por aqui, espero que tenham gostado, pois fiz com extrema atenção. Não sei se está perfeita, deve ter um errinho ou outro, algo que deixei passar, e é por isso que gosto tanto dos vossos comentários, sendo eles em forma de feedback, ou debatendo sobre o assunto, como eu já disse, gosto bastante de discutir com vocês e responder às suas opiniões, porém, obviamente, desde que sejam de forma respeitosa para que podemos tratar um ao outro de forma harmoniosa, favorecendo sempre um bom contato entre autor e leitor. Vou ficando por aqui, até a próxima!

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