WWE Conclusions #6: Ele tem o mundo inteiro em suas mãos

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Olá, pessoal, tudo bem? Mais uma vez estou aqui para o meu quadro no Wrestlemaníacos, escrevendo esta crônica que tanto gosto, mas que raramente consigo fazer (por n motivos, um deles tempo). Como sempre, peço a participação de todos nos comentários, vocês sabem que eu gosto muito de debater com meus leitores e dar um espaço para que vocês falem o que vier na mente de vocês, suas opiniões sobre o tema, opiniões sobre o texto, opiniões sobre minha forma de escrita, etc. Vocês estão livres para um diálogo pacífico e não se sintam envergonhados, gosto de tratar meus leitores muito bem, sempre!

Para hoje, vos trago um texto que a muito tempo eu, pessoalmente, queria escrever. Eu posso dizer que ele é meu wrestler favorito atualmente (por favorito não digo o melhor, não quero que entendam isso). Sua gimmick, desde que estreou na TV, me deixou extremamente preso e intrigado para entender o que significava. É claro que estou falando de Windham Rotunda, mais conhecido como Bray Wyatt. Para verem o resto do post, cliquem no leia mais aqui embaixo ou no título e vamos lá.

De verdade, eu sou um grande admirador de Wyatt desde sua aparição naquele formato antigo do NXT, onde ele era Husky Harris. Ele se destacava muito bem nas promos e tinha uma gimmick bem razoável, mas que ele apresentava uma boa performance. Seu desempenho no ringue nunca foi extremamente notável, mas longe de ser fraco, principalmente quando se fala no produto da WWE, o qual ele é totalmente adaptado. O que me fez gostar ainda mais dele no NXT era seu pro, Cody Rhodes, um dos wrestlers que mais admiro atualmente, e já disse em um post anterior que é o lutador que eu acho mais desvalorizado na WWE hoje.

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Pouco tempo depois do NXT, veio sua entrada para a Nexus, onde ele e Michael McGillicutty (hoje Curtis Axel) se juntaram a Stable. Sua participação na Nexus não foi tão boa quanto nas outras etapas de sua carreira na WWE e empresas/brands de desenvolvimento, dado que seu ponto mais forte, que é sua mic skill, não era aproveitada por ele ser um membro menos do grupo, e todas as atenções no ringue estavam voltadas ao quão fraco era David Otunga. Com o tempo, a Nexus foi se desfazendo, o que fez com que Husky Harris fosse mandado de volta para a FCW.

Após algum tempo na FCW e posteriormente NXT, já sobre a gimmick de Bray Wyatt, foi lançado ao Main Roster, e teve um grande sucesso desde o início. Todos que viam suas promos ficavam presos àquilo, eram cativados por palavras que nem entendiam o que significavam, mas que percebiam que com o tempo as coisas iam se encaixando de uma forma brilhante, desde suas palavras, suas taunts e seus gestos estranhos, até seu finisher.

Existe algumas teorias sobre o finisher de Bray Wyatt, e porque ele tem o nome de Sister Abigail, e quem seria Sister Abigail, também. A que eu li e mais me prendeu foi a que diz que ela provavelmente seria sua mentora, quando ele era criança, a líder de sua seita que disse a ele que ele era o único e o escolhido antes mesmo de existir e morrera em seus braços, com o corpo apoiado em sua coxa e, logo em seguida, ele beijou sua testa, exatamente como faz em seu finisher. O modo como ele atira os seus oponentes ao chão demonstra a raiva que ele tem por este momento. Existem mais detalhes sobre a gimmick de Bray Wyatt a serem decifrados, como o “Follow the Buzzards” (siga os urubus), as ovelhas e como ele conseguiu seus seguidores, e isto ficam apenas nas teorias pela internet, o que torna a gimmick muito mais complexa e bem detalhada do que se imagina.

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Mas voltemos ao que interessa. Todos sabemos que, ainda assim, Bray Wyatt é um wrestler underrated dentro da WWE, alguém que merece estar num patamar mais alto do que realmente está agora. Sair como perdedor em todas as feuds que têm e o fato de nunca ter conquistado um simples título desde que sua gimmick foi ao ar, faz com que o personagem perca seu prestígio e as chants de “What?” em suas promos e uns esboços de “Boring” se tornem cada vez mais frequentes. Desde que ele subiu para o Main Roster, todas as suas feuds tiveram exatamente o mesmo build up e quase todas o mesmo desfecho. Ele e seus seguidores aparecem no meio do escuro, por motivo qualquer, e atacam seu alvo, uma semana depois Bray fazia uma promo no seu quarto secreto onde explicava tudo (obviamente, do jeito Bray Wyatt). E essas rivalidades sempre terminam com este “alvo” saindo por cima e vencendo a rivalidade. Observem que um simples esboço de um Face Turn, que aconteceu no Raw Pós-WrestleMania e na semana seguinte, quando os Wyatts confrontaram a League of Nations, fez com que todo o público voltasse para Bray novamente e o apoiasse com as chants de “He’s got the whole world in his hands”. Infelizmente, uma lesão em um live event (que já virou coisa corriqueira demais) prejudicou o atual momento de Bray, que estava pronto para finalmente receber uma renovação na sua gimmick e possivelmente um push de maior expressão, onde ele pareceria mais dominante, como o personagem pede.

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De fato, Wyatt é um wrestler muito bom, e é perfeito para a WWE. Mesmo não sendo o cara mais atlético do mundo, como o Vince gosta, seu estilo o torna um pacote completo para o produto. Ele não é um wrestler tecnicamente perfeito, no ringue, tem lá suas falhas e não é exímio como alguns outros, mas as lutas da WWE não se baseiam somente em técnica, uma das coisas fundamentais em se ter um bom combate, principalmente numa empresa tão Mainstream quanto a WWE, é o storytelling envolvido nele, e a capacidade de Bray Wyatt desenvolver uma feud no microfone e o seu carisma dentro do ringue, tal como seu desempenho com a gimmick fazem com que esse storytelling torne a luta bastante agradável para se assistir, aumentando bastante a qualidade da mesma.

A conclusão que tiro é que Bray precisa de uma mudança, como toda sua stable. Talvez um WWE World Heavyweight Championship seria cedo agora, mas ele necessita de um título individual (um brand division também poderia ajudar nisso, mas é assunto para outro texto), algo que possa simbolizar o poder que ele diz ter em suas mãos, ou voltará a ser um talento perdido em um roster gigantesco.

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